Professor vinculado ao LaPOT - São Gabriel, Carlos Eduardo Carrusca, publica dia 30 de maio o livro "Assédio: do moral ao psicosocial", na PUC Minas - Coração Eucarístico, no auditório 03, prédio 43.
Sinopse:
O livro se insere no campo de estudos da Saúde Mental & Trabalho e apresenta uma análise sobre os impactos do trabalho na saúde mental e no cotidiano dos trabalhadores, particularmente aqueles que compõem a categoria dos vigilantes bancários.
Baseada nos princípios da Análise Ergonômica e Psicossocial do Trabalho, resgatamos a dimensão da atividade de trabalho, com ênfase para os valores em jogo e para as estratégias criadas pelos vigilantes para evitar e/ou amenizar possíveis conflitos que não poderiam ser contornados pelo simples uso dos “procedimentos padrões”.
No estudo de caso com um trabalhador da vigilância apresentado nesta obra são analisados fatores relacionados à história de vida e ocupacional em busca da identificação dos fatores que determinaram o seu adoecimento.
Embora tenha sido afastado pelo transtorno de estresse pós-traumático, após ser vítima de um assalto no banco onde trabalhava, na percepção do trabalhador foram as agressões e humilhações sofridas no seu contexto de trabalho os fatores que determinaram o seu adoecimento. O assalto, entretanto, foi visto por ele como a “gota d’ água”. E esse ponto do estudo se mostra particularmente importante e enigmático por reclamar a compreensão de como os relacionamentos interpessoais e a organização do trabalho contribuíram para o sofrimento e, mais tarde, para um quadro de transtorno mental.
As análises feitas permitem-nos evidenciar certos fatores que mediam a passagem das vivências no trabalho para os transtornos mentais deflagrados e propor uma redefinição do “assédio moral” para “assédio psicosocial” que, para além da análise das relações intersubjetivas, inclui a análise da organização do trabalho e de seus efeitos sobre as relações de trabalho.
As relações com as normas de segurança e com os paradoxos advindos no trabalho real são apontados como geradores de conflito e sofrimento psíquico dos trabalhadores, afetando inclusive as relações no âmbito familiar. Entretanto, podem ser percebidas estratégias construídas pelos vigilantes para lidarem com os conflitos, que são mais ou menos eficazes, variando segundo as possibilidades oferecidas pelas condições reais do trabalho.
Um comentário:
Parabéns pelo livro, quero adquiri-lo e não sei como. Viram matéria na VEJA sobre o tema? Este assunto tem a ver com DIGNIDADE e DIREITOS HUMANOS. Lanço em setembro "TUDO SOBRE A FALTA DE EDUCAÇÃO" e incluí o assunto. Favor entrar em contato comigo, 32930745 ou rogeriozola@zipmail.com.br
De novo PARABÉNS e obrigado!
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